domingo, 4 de março de 2012

Parabéns!

Happy Birthday PAI. 58 já estão, mais outros tantos virão. Adoro.te.

Tudo.


Prometo que vos dedicarei muito mais tempo do que dediquei até agora. Prometo. Minha família. Amo-vos!

Uma vida nova.


Dois mil e doze representa o recomeçar de uma vida nova. Obrigado a ti, especialmente a ti. E a vocês. Quanto a ti? Faz o que tens a fazer, apesar de eu não acreditar nisso. Isso sim, é uma desilusão. Mas sei que serei sempre o mau da fita. Vivo bem com a minha consciência.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dois Mil e Onze

O melhor foste tu, acredita *


Um dia partiremos este vidro de vez.
Eu acredito.


Feliz Natal

Para todos *

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ensino Superior: Existirá uma luz ao fundo do canudo?

Ensino Superior: Existirá uma luz ao fundo do canudo?

Os dados do Orçamento de Estado para 2012 apontam para uma redução na ordem dos 11% em comparação com os valores inscritos no OE para o corrente ano de 2011. Segundo informações avançadas pelo jornal O Publicoos cortes nas despesas das instituições do ensino superior vão ultrapassar os 178 milhões de euros no próximo ano… as despesas de 13 universidades e 17 institutos politécnicos vão totalizar 1,4 mil milhões de euros”.

A reacção dos estudantes (melhor dizendo, alguns estudantes) não se fez esperar e a manifestação saiu mais uma vez à rua para mostrar todo o seu descontentamento em relação a mais uma medida de cortes orçamentais e que, na opinião de quem protesta, trará “graves consequências ao funcionamento e à qualidade do ensino”. A juntar a estas preocupações juntaram-se as vozes contra os cortes nas bolsas sociais e o fim do passe sub-23 que afirmam “colocará ainda mais jovens nos números de abandono do ensino Superior e Universitário”.

Relativamente à reacção das instituições tivemos as declarações do reitor da Universidade de Coimbra, afirmando que
" este corte para 2012 deixa-nos no absoluto limiar de funcionamento com um mínimo de dignidade, mas sem margem nenhuma. Em 2013 um corte equivalente ao de 2012 fecha a Universidade de Coimbra".

Segundo estas análises parece, o Ensino Superior, caminhar para o descalabro e descontrolo financeiro irremediável, fruto da gestão irresponsável de um governo mal intencionado que apenas olha para os interesses a curto prazo e que, em momento algum, se preocupa com o futuro das novas gerações e com a formação das mesmas.

Mas podemos nós perguntar, não foram estas as premissas que se verificaram no passado? Não era esta a formula utilizada, de forma sistemática, que nos levou ao estado calamitoso e de insuficiência que nos obrigou a pedir ajuda externa sob pena de não haver como pagar sequer os salários? Onde estavam os mesmos agentes quando se assistia a um descarado despesismo e se contraíam empréstimos de proporções colossais deixando o pagamento dos mesmos para as gerações que se seguiam (a nossa no caso)? O que realmente pretendemos quando reclamamos mais e melhor educação? E quando pedimos mais e melhor investimento e condições de ensino? Menos propinas, mais bolsas e ensino gratuito para todos? Onde verdadeiramente julgamos querer chegar com este tipo de exigências vagas e de sentido tão vasto quanto o do problema que pretende combater? Infelizmente, para mim, a resposta é simples, ao exacto estado em que nos encontramos actualmente e no qual fomos mergulhados pelas sucessivas irresponsabilidades governativas.

Os cortes que hoje se apresentam ao ensino são indissociáveis do estado a que se deixou chegar o nosso país e o facto de as nossas instituições públicas, de todos os parâmetros, terem vivido acima das suas reais capacidades, criando um crescente buraco que agora nos compete preencher, sim leram bem, a nós.

A manifestação estudantil é uma arma que pode e deve, ser utilizada pelos estudantes. Para que sejam cumpridas as suas reais necessidades e não todas as suas exigências. Desde a última grande manifestação pouco, ou nada mesmo, mudou (até porque, concretamente, nenhuma proposta de mudança foi ali proposta). O facto é que as últimas vezes em que os estudantes se têm manifestado, ou reagido, têm-me deixado bastante confuso em relação às mensagens que pretendem deixar explícitas. Comecemos pelo que faz despoletar todas estas reacções, o facto é que a maioria são, de facto, reacções e não manifestações, como era pretendido serem, reagindo sempre contra qualquer alteração e nunca, ou quase nunca, dando qualquer alternativa ao que se tenciona alterar, sendo a “solução” do problema deixar as coisas exactamente onde e como estão (juntando sempre o habitual “mais investimento no ensino” e o nunca ultrapassado “propinas não, ensino gratuito sim”). Todos sabemos das injustiças que imperam e sempre imperaram, todos sabemos que passamos por dificuldades e que é realmente fulcral haver cortes, até no ensino, todos sabemos que a situação tal como está é insustentável e o que vamos para a rua pedir é a manutenção do que vigora. Será que a “geração mais bem formada e preparada de sempre” não tem efectivamente algo de útil a propor? Eu acredito que sim! Acredito que somos capazes de mais e que somos nós que vamos ter de encarar as adversidades de forma criativa, fazendo mais com muito menos do que aqueles que hipotecaram o nosso futuro. É necessário que haja manifestações (e não reacções) a favor de verdadeiras soluções, de alternativas justas e realistas, tendo em conta a sustentabilidade futura, a nossa e das gerações seguintes.

Mas para propor é necessário conhecer a realidade. Mais do que exigir investimento, que sabemos não ser possível ser feito neste momento, é necessário perguntar como e onde é gasto o dinheiro que é transferido, como e onde é gasto o dinheiro das propinas pago com muito esforço pela grande maioria dos estudantes, é necessário perceber onde está a ser mal gasto, o que pode ser racionalizado, onde estão os excessos e onde há possibilidade de cortes. E todos sabemos, porque o vivemos de perto, que é possível cortar em vários aspectos sem comprometer o funcionamento, racionalizar despesismo e combater muita incompetência instalada. É por isso preciso que comecemos a perguntar, mais do que ao governo, aos que gerem o dinheiro que lhes é dado, e para isso, nem precisamos de autocarros para Lisboa.

Relativamente às bolsas o assunto é sempre mais delicado de abordar, e somos sempre injustos com alguns para podermos ser o mais justo com todos. A verdade é que também aqui foram sendo cometidos abusos inaceitáveis por parte de quem beneficiou das bolsas. O facto é que fomos assistindo, ao longo da nossa vida escolar, a vários atropelos à lei e à própria justiça social, e sempre nos mantivemos calados, sem dizer nada e assumindo que este era até um comportamento aceitável. A verdade é que todos nós assistimos a casos, quer nas secundárias nas atribuições dos escalões A e B, quer nas atribuições de bolsas (algumas bastante avultadas) em que os beneficiários não tinham qualquer necessidade de usufruir das mesmas, sendo, em alguns casos, atribuída mesmo a indivíduos cujo nível de vida era claramente superior ao da maioria da classe média. O facto é que para estes poderem também usufruir do que não necessitavam muitos dos que verdadeiramente precisavam de apoio ficavam excluídos e outros com bolsas muito reduzidas, sendo que a única forma encontrada para combater esta situação foi, de facto, o aperto das condições de atribuição de bolsa. Injusto? Sim, para muitos, mas a verdade é que todos somos um pouco responsáveis por este facto e isso não podemos omitir. A verdade é que, não sendo justa, esta é a alternativa que parece mais indicada.

O caminho que nos espera é longo, o futuro é incerto e já se sabe, vamos ter de o encarar com muito menos do que a anterior geração o encarou. Acredito que não nos deixaremos abater e que vamos demonstrar todo o nosso potencial, reerguendo de novo um país que nos foi entregue em condições muito deficientes. Saberemos dar a volta, saberemos fazer diferente. É preciso uma nova atitude, uma atitude a favor de soluções, pró-activa e de sentido de responsabilidade pelas próximas gerações. Para não acontecer o que aconteceu connosco.

Alexandre Silva e Pedro Brilhante

19 Anos

Já foi quase á um mês mas não podia deixar de agradecer-vos a todos por tudo. Foi perfeito. Adoro-vos.